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“Não é hora de gerar turbulências” | Ex-diretor do BC, Reinaldo Le Grazie, diz em entrevista anterior à alta da Selic que ela era necessária mas deveria ocorrer de forma “mais ou menos moderada”

Edìção 334

Com uma trajetória de 37 anos no mercado, o ex-diretor de política monetária do Banco Central, Reinaldo Le Grazie, não anda nada satisfeito com as posições do governo federal em vários temas da agenda econômica. Além de considerar atabalhoada e deselegante a recente intervenção do Palácio do Planalto na Petrobras, que resultou na mudança no comando da estatal, ele também é contrário a uma elevação abrupta da Selic. Na entrevista que deu a esta publicação em 16 de março, quando a decisão de elevar a Selic e

Alto crescimento é o que importa | Responsável pela operação do SoftBank na América Latina, Paulo Passoni busca empresas com viés tecnológico e alto crescimento na região

Edição 333

Paulo Passoni, responsável pela carteira de América Latina da holding japonesa SoftBank, um gigante com investimentos diretos de cerca de US$ 300 bilhões ao redor do mundo, leva em conta atualmente mais a dinâmica das empresas no mercado em que atuam do que fatores macroeconômicos da região ou do País onde ela está instalada. Sua tese é que empresas de alto crescimento se desenvolvem mesmo em condições adversas, e se são boas o suficiente ampliam de forma rentável e robusta o negócio, roubam fatias de

Meta é manter equilíbrio dos planos | O subsecretário de Previdência Complementar, Paulo Valle, endossa proposta da Previc de dar maior liberdade às EFPCs para trocar indexadores

Paulo Valle
Paulo Valle

Edição 331

Se as entidades fechadas de previdência complementar (EFPCs) imaginam que contarão com alguma ajuda fora dos padrões do governo para postergar ou atenuar os lançamentos dos eventuais déficits que o sistema registrar no exercício de 2020, marcado pela pandemia da Covid-19, podem deixar de lado tais esperanças. O subsecretário de Previdência Complementar do Ministério da Economia, Paulo Valle, considera que as cotações dos ativos já reagiram e que cabe às fundações reduzirem metas atuariais para fazer frente

“Mercado quer juro mais alto” | Para José Francisco Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, a polêmica sobre o IPCA de outubro embute interesses na elevação da Selic

José Francisco Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator
José Francisco Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator

Economista-chefe do Banco Fator há 23 anos, José Francisco Lima Gonçalves não considera que a variação de 0,94% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em outubro, de 0,3 ponto percentual acima de setembro, possa indicar risco de uma escalada inflacionária. Na sua visão, a elevação dos níveis de desemprego e a perda real de renda sofrida pelos brasileiros desde março agirão como freios de tentativas de recomposição de margens por parte dos empresários. “O que está por trás dessa polêmica artificial sobre a inflação é o desej

Sem mudar de rumo | Comprada pelo Banco Inter no final do ano passado, a DLM Invista mudou o nome para Inter Asset mas mantém a mesma direção e a mesma equipe

Daniel Castro, sócio-fundador da DLM e agora CEO da Inter Asset
Daniel Castro, sócio-fundador da DLM e agora CEO da Inter Asset

Referência em fundos de investimento ancorados em títulos de crédito privado, a mineira DLM Invista passou a atender, há poucas semanas, pelo nome de Inter Asset. A troca foi resultado da aquisição de 70% do capital da empresa, em novembro do ano passado, pelo Banco Inter, controlado pela família Menin - proprietária da construtora MRV. O ingresso do Inter, detentor de uma carteira de mais de 7 milhões de clientes no segmento de varejo e assim como a ex-DLM também com sede em Belo Horizonte, ampliando os horizontes de mercado da gestora, alé

“Crise fiscal é risco concreto” | O desrespeito ao teto de gastos públicos pode resultar em escaladas da inflação e do câmbio, analisa a economista Margarida Gutierrez

Margarida Gutierrez
Margarida Gutierrez

Se ceder à tentação de elevar os gastos públicos além da conta, de olho nas eleições de 2022, o presidente Jair Bolsonaro corre riscos de ser apeado do poder pelas urnas ou até mesmo, antes disso, pelo Congresso. A avaliação é da economista Margarida Gutierrez, integrante do Grupo de Conjuntura Econômica do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que considera delicado o atual quadro fiscal em razão dos elevados desembolsos realizados pelo governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19. Ela acredita que o p

Vivest quer disputar mercado | Sucessora da Funcesp, a entidade planeja vender em grande escala planos e serviços nas áreas de previdência e saúde a fundos de pensão

Walter Mendes
Walter Mendes

A Fundação Cesp (Funcesp), o maior fundo de pensão de patrocínio privado do país, com uma carteira de ativos por volta de R$ 32 bilhões, chamou a atenção do sistema fechado de previdência complementar ao anunciar, em 27 de julho, a mudança de sua marca para Vivest. Aprovada em novembro do ano passado e desde então mantida em absoluto sigilo, a troca de nome, além de atender a antigas reivindicações dos vários patrocinadores conquistados pela casa desde a sua constituição há 51 anos, reflete a disposição da entidade de oferecer em grande

“Investidores ignoram o clima” | Na avaliação de Gustavo Pimentel, um dos titulares do Investidores pelo Clima, no Brasil o tema não é valorizado nem por adeptos do conceito ASG

Gustavo Pimentel
Gustavo Pimentel

Criado no último ano pela consultoria Sitawi, o movimento Investidores pelo Clima (IPC) está empenhado em conscientizar assets, fundos de investimento e fundações de previdência, entre outros agentes do mercado doméstico, sobre a importância das questões climáticas na definição de políticas de aplicações de recursos. A tarefa não é fácil, já que, na avaliação do economista Gustavo Pimentel, diretor da Sitawi e um dos titulares do IPC, nem mesmo os seguidores locais do conceito ASG – que contempla critérios ambientais, sociais e de governança

Sistema tem liquidez de sobra | Os fundos de pensão, segundo o titular da Previc, têm capacidade para pagar benefícios aos seus participantes por prazo superior a 18 meses

Lucio Rodrigues Capelletto
Lucio Rodrigues Capelletto

Empossado no comando da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) em agosto do último ano, Lucio Rodrigues Capelletto vem se dedicando nos últimos dois meses a monitorar a saúde financeira dos fundos de pensão e oferecer-lhes soluções e medidas mitigadoras em meio à crise global dos mercados causada pela pandemia da Covid-19. Apesar das perdas sofridas pelas fundações no primeiro trimestre – devido, sobretudo, à forte queda do mercado acionário em março –, os indicadores de liquidez são positivos, como revela um recente

Contribuições aos RPPS são vitais | Para Secretário da Previdência, se estados e municípios suspenderem os aportes aos RPPS muitos não terão como pagar seus aposentados

Secretário de Previdência, Narlon Gutierre Nogueira
Secretário de Previdência, Narlon Gutierre Nogueira

Para o Secretário de Previdência, Narlon Gutierre Nogueira, o governo está analisando as demandas dos fundos de pensão, apresentadas no CNPC (Conselho Nacional de Previdência Complementar) e que incluem a suspensão das contribuições de patrocinadoras e participantes para os planos CD e CV além do resgate pelos participantes de até 50% dos seus aportes voluntários e de até 10% das suas reservas se tiveram salários cortados, mas “ainda não há um amadurecimento das discussões sobre esses temas”. Segundo o Secretário, que assumiu o cargo no iníc